![]() |
| Antonia Allencar partilha o seu diário. |
O alarme tocou às 6h da manhã e pude ouvir o galo a cantar. Ouvi o barulho dos armários a abrir e, a respiração ofegante da minha mãe, que me causou uma grande aflição, porque sabia que isso significava que o pão e o leite tinham acabado. Como de costume, fomos para a escola cheias de fome, com uma expressão triste no rosto.
A vida era cruel
Eu pensava que a vida era cruel com a minha família. De regresso a casa, eu esperava que naquele dia tivéssemos algo para comer. Mas tudo o que tínhamos era farinha e água, e era isso que comíamos de manhã e ao almoço. Dormíamos cedo para que não sentíssemos fome à noite, uma vez que não tínhamos comida para o jantar.
Eu não tinha nada
Durante meses o meu estômago doía de fome. Eu andava na rua e via famílias unidas, crianças com roupas e sapatos bonitos e eu pensava, "E eu? O que eu tenho?" Eu não tinha nada! Eu vestia roupas feitas de remendos, costurados.
O meu sofrimento apenas aumentou
À noite eu fingia dormir e escutava os meus pais a chorar e a brigar. Como é que o meu pai poderia gastar todo o seu salário no álcool?
O meu sofrimento apenas cresceu dentro de mim. À medida que o tempo foi passando, a minha angústia apenas crescia e os meus sonhos ficaram cada vez mais distantes de mim.
Eu costumava olhar para a lua e pensar, os meus sonhos estão tão distantes de mim, como a lua está distante da terra.
Next week, I will tell you more of my story as I continue with my diary. Part 3 - The unexpected arrives!
Nos próximos dias vou contar-lhe mais da minha história, pois continuarei com o meu diário. Parte 3 - O inesperado chega!
Nos próximos dias vou contar-lhe mais da minha história, pois continuarei com o meu diário. Parte 3 - O inesperado chega!

No comments:
Post a Comment